Toxoplasmose ocular
Trata-se de uma lesão retino-coroideana, com perda total ou parcial do tecido lesado, causada pelo toxoplasma gondii (protozoário).
Ocorre em animais de estimação e produção incluindo suínos, caprinos, aves, animais silvestres, cães, gatos e a maioria dos vertebrados terrestres homeotérmicos. Pode ser adquirida pela ingestão de água e/ou alimentos contaminados com oocistos esporulados, presentes nas fezes de gatos e outros felídeos, por carnes cruas ou mal passadas, principalmente de porco e de carneiro, que abriguem os cistos do Toxoplasma e pela ingestão de leite cru, principalmente de cabra, contendo os taquizoítos do parasita. Quando afeta a retina central e/ ou o nervo óptico, pode tornar-se uma doença extremamente sequelante com relação à função visual. Quando a retina periférica é atingida, geralmente temos um bom prognóstico. Congenitamente, a afecção pode apresentar-se bilateralmente (nos dois olhos) e centralmente, o que levaria o paciente a uma função visual muito limitada.
Sinais e sintomas
É um diagnóstico diferencial do “olho vermelho”. Por tratar-se de uma uveíte posterior, geralmente cursa com injeção ciliar, baixa da acuidade visual (dependendo do local afetado) e dor ocular. “Floaters” tipo”moscas volantes “ também podem ocorrer pelo processo exsudativo na cavidade vítrea.
Exames de rotina (consulta)
Preconiza-se o exame sorológico de rotina para algumas entidades infecciosas que fazem diagnóstico diferencial com a uveíte por toxoplasmose. Para esta afecção, especificamente, solicita-se sorologia IgM e IgG para o toxoplasma. O exame clínico com observação da lesão na porção posterior do segmento ocular é imprescindível para colaboração diagnóstica.
Exames complementares
Angiofluoresceinografia, eventualmente. Em caso de opacidade de meios, a ultrassonografia pode se mostrar importante.
Tratamento
O tratamento convencional consiste no uso de derivados da sulfa em associação com pirimetamina. Em casos selecionados, faz-se uso de corticoesteróides. Na presença de reação ionflamatória anterior, procede-se com colírios anti-inflamatórios podendo-se associar midriáticos tópicos. Em caso de alergia a algum componente do tratamento, o profissional oftalmologista deve ser alertado imediatamente para instituição de terapia alternativa. Atenção às gestantes, que merecem tratamento sistêmico diferenciado. Em casos selecionados, a laserterapia pode ser um bom procedimento adjuvante. Cirurgia vitreorretiniana pode fazer-se necessária em casos com descolamento de retina secundário, por exemplo.
|
|