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Drogas Anti- Vegf na DMRI e Retinopatia Diabética
A Doença Macular Relacionada à Idade (DMRI) é hoje a causa mais importante de baixa irreversível da visão em países com predominância da raça caucasiana. No sul do país, com a alta prevalência, também, de pessoas de pele clara (caucasianas) associada ao aumento da expectativa de vida da população moderna, observamos o acometimento, cada vez maior, de nossos pacientes por esta doença. Na sua forma exsudativa, torna-se bastante sequelante à função visual central do paciente. Muitos foram os tratamentos propostos. Por tratar-se de uma moléstia de fisiopatologia e tecido acometido complexo, nenhum tratamento mostrou-se promissor a nível de reestabelecimento de uma função visual adequada. Hoje, nos estudos cada vez mais sedimentados com as drogas anti-vegf, temos uma grande arma no tratamento-controle desta doença. Trata-se de aplicações intra-vítreas do medicamento como forma de inibir o crescimento neoproliferativo da membrana coroideana instalada no processo exsudativo da DMRI. Os resultados têm se mostrado promissores, inclusive na possibilidade de melhora da visão destes pacientes.
Com relação à Retinopatia Diabética (RP), talvez o estágio dramático desta lesão causada pela doença sistêmica Diabetes seja o processo proliferativo. Seguindo a filosofia do acima exposto sobre a DMRI, aqui também o processo neoproliferativo pode ser abortado com o uso deste medicamento. Seria, no entanto, usado como adjuvante no tratamento da RP. O edema macular diabético é a principal causa de baixa de visão nos pacientes com RP não proliferativa.
Também nestes casos, as drogas anti-Vegf têm se mostrado bastante efetivas. Todos estes pacientes merecem um pré-operatório adequado e super-especializado com profissionais retinólogos qualificados no entendimento da fisiopatologia das doenças em questão e possíveis complicações neste tipo de tratamento invasivo ocular.
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